Então, por estar extremamente perdido e, sem dúvida, totalmente nulo em razão de falta de idéias, vejo que a única coisa que sobra é escrever uma besteira qualquer.
Mas que não seja ela uma besteira total, e que tenha uma causa final ou um intuito verdadeiro. O problema é que duvido cá muito que ele não seja ilusório e bem chocho, ou, sobretudo, toscozinho.
Dessa forma, não vou buscar ser coerente ou mesmo interessante nisso aqui, vou simplesmente gastar um tempo do qual eu não disponho com uma coisa que eu não deveria estar fazendo, mas ou por ócio ou por mera covardia intelectual faço ainda.
Certamente eu estou um pouco sem visão nesse dia, e ouvindo aqui uma musiqueta bonitinha me vê o plágio de idéia de buscar na minha alma, no meu coração algum meio de me expressar não-ridiculamente, e bem por isso, vejo que só me restou mesmo um ostracismo (como uso essa palavra nos últimos meses) intransigente e duradouro, mas que dura pouco. Até porque essa palavra tem uma significância bem distorcida já que duradouro pode tanto ser durando pouco ou muito, mas por bestagem do povo se mantém esse uso esdrúxulo e contorcido das palavras...
Entretanto, se eu fosse me perder cá em resignações de falta de assunto eu certamente já estaria usando um assunto louco e infrutífero, o que tranqüilamente estaria sendo agir desonestamente com um intuito de dizer algo proposto com útil no alto desse textinho louco.
Assim sendo, eu me sinto, de fato, compelido a dizer alguma coisa, romântica ou minimamente luxuriosa, que é a única coisa que prende a atenção da minha cabeça em momentos de ócio; ou do povo em geral.
Então, digo que parece eu nasci no momento em que conheci a minha pequeneza, e quando vi minha ambição de mundo crescer delirantemente frenética...