
Sobre Nicky, o Cão.
Incontinenti,
Sendo ele mesmo um louco
Ainda mesmo louco
Seria eu por ele,
Não por sua canilidade inelutável,
Ou sua coloração reveillônica
De champagne borbulhante,
Ou sua efervescente fidelidade
A tudo que há de laço
Entre isso que sou eu
E aquilo louco que é ele,
Não que ainda fosse longânime
Em idade; ou mesmo jovem
Eu ainda, por minha adolescência.
Mesmo tudo que representamos
Um ao outro.
Ainda tem mesmo o laço materno
Do que eu jovem
Em sua respectiva amizade septuagenária
Lhe imponho
Isso digo eu a ele,
Quando lhe tenho afeto,
Tenho até por sua incontinência,
Amo sua incontinência
Mais q ao carpete e ao piso,
Talvez menos que meus sapatos,
Mas isso ainda não se diga,
Pois ele é um cachorro:
Dos loucos champagnes.
Protetores amigos,
Incontinentes,
Fiéis.