quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

Ou Palavra ou Nadja...

Sem poder reatar o sentido,
A visão nítida,
Pega o seu filtro:
De vida,
De luz,
Sobre a pequena mesa.

Olha ao redor,
Sem palavras
Nem nota q a vida passa distante,
Porque a vida dela não passa,
Ela permanece e também sua vida,

Uma palavra,
Duas,
Ou mais...

Se não fosse tanto distante -
Nem tanto bela -
Quanto amável,
Eu nunca despertaria meu rubor a ela,
Agora passo a desejar
O que nem sinto se pode ser sentido.

E que mesmo tenha lá seu sentido puro
Eu não alcence o que ela seja,
A Palavra e a Beleza,
A Virtude e o Desejo,
Seu nome deve ser mantido sob minha égide,
A égide de querer velado,
Mas aqui ela vive perto de mim,
Já não a esqueço,
Pois ela é um signo de significância complexa e pura
E alheia a mim...

PS.: Pode-se buscar a compreensão se vendo onde está ela como Nadja ou como a Palavra... às duas eu escrevi, à primeira eu dediquei isso...


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