DE amor que eu não conheço, mas digo sobre ele...
Amor renomado e mero,
Centelha de vulgar incontinência
E polida loucura,
Em outro lugar distante,
Deva ele ser racional
Onde o que os seduzidos
São tanto quanto sedutores
De seus algozes,
Sem um cupido,
Nem Eros,
Nem Afrodite.
Ou que mesmo lá
Onde eles estejam,
Com eles,
Ele seja cognoscível...
E tão lindo,
Como nesse instinto
Rasgado e incauto.
Que em um mundo
De fato ligeiro possa ele,
O amor ser perene.
E loucamente,
Inconseqüentemente,
Inseguramente,
Imperfeito,
Mas longo...
E recorrente
Sem palavras,
Com muito gesto
Sem muito fato,
Com muito beijo
E que longos sejam também...
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