quinta-feira, 16 de junho de 2005

P.e.r.f.e.i.ç.ã.o

Mais uma poesia minha... Inócuo deve ser me calar, laconismo em mim não mais se perpetua...Acho que chega de muito mim nisso ou eu aqui...Motivações primariamente irritantes, mas agora procedentes...


Entre pés de aviso
E tristes comunicados de sagaz frieza suicída,
Lá onde os meios de dizer não se permeiam de nada
Que não fosse de fato rimar,
Onde tudo q ela quer é um beijo curto,
Uma palavra ínfima,
Sem noção de me reaver,
Estão obstados meus sonhos de haver.

De amar,
De ser,
Sem uma perfeição putativa.
Uma verdadeira poesia
Sem noções corrompidas,
Ou envenenadas por luxúria insalúbre,
Por medo,
Por insegurança,
Por menos...

Que possa eu pensar,
Não sei se obstam mesmo,
Ou se auto-obstam-se por mim
Em meus apetrechos alegóricos
De transfusão edilícia
Sem razão plena,
Ou concreta.

Ou mesmo aqui,
Mesmo aqui onde a razão é desprezada,
E despreza a si
E ao só da mesma forma...

Talvez devesse acabar tudo em ponto,
Em um ponto.
Mas o que é o ponto,
Senão a perfeição do fim,
O fim perfeito,
O perfeito "é" do fim,
Fim perfeito em si;
Em um jogo de fins
E palavras
De perfeição
E perfeito assim
mesmo...



2 comentários:

Anônimo disse...

é meu caro.. vc ainda vai longe!
perfeita poesia.. vc devia postar mais delas aqui ;)

Anônimo disse...

ops, o comentário d cima foi sem nome mas sou eu =p