
RUDE. Revoltado. Lento. Armistício. Maleável. Manipulado. Independente. Anti. Verde. Parado. Estático. Elétrico. Eletrostático. Tático. Dínamo. Dinâmico.
Por ser mesmo
Uma irrelevância petulante,
Sempre que se nota
As loucuras da vontade universal,
Os caminhos mais tortuosos
E recorrentes,
Se fazem tão despercebidos;
As verdadeiras magnitudes
Dos magnetismos dos entes
Entre seus sis
Se tornam tão ocasionais...
Se crê que seja acaso,
Mas que fosse acaso
De fato seria
imprevisível.
Que dizer então da previsão intuitiva
De uma sensibilidade notória
Tão intrínseca e fraquinha
Lá dentro mesmo...
Que se tem a certeza
Que não se poderia ser de outra forma,
A acaso é fatal,
O destino é coincidente,
Uma rede de coincidente acaso
Já escrito,
Já traçado
Quem sabe no acaso mesmo,
Na metempsicose de amar o ignoto,
Desconhecido,
Incauto, perplexo,
Movimento contínuo,
Seja o destino então o caos
Mais linear e
equacionável
Do todo suspenso no nada;
Sejamos mais assim:
Ordem,
Questão de ordem!
Desordem mesmo...
Rio-me então.
E sento esperando
Mais acaso:
Esse é meu destino!...
Pela imposição ignóbil
De um nada grave,
Nada forte,
Nada louco sentimento,
Pungido está aqui o coração,
Coraçãozinho dele
Deve estar,
Nada mesmo de muito,
Nada de intenso,
Coração amplificador
Modulando turbilhões de sensações
Incientíficas e inexatas
Dentro de tempo curto e maquinado,
Tudo mesmo, aqui,
Com o coração
Fomentado está,
Tudo menos isso,
O comedido cabal querer,
Que graça isso(!):
O coração batendo;
Compassado.
Ama desenfreado.
E arrítmico.
Coisa que explica só o poeta,
Que não é eu...
Que a gente nem podemos dizer...
O amor douto e incauto,
O amor caipira e o Plauto,
Platônicos os dois,
Sempre loucos e longos,
Mas tão curtos
Que nem sempre cabem numa vida,
Amemos assim mesmo então!!!
As paragens mais longínquas
Guardam as maiores vontades,
Os desejos mais doces,
As elucubrações mais utópicas,
Separado do corpo de carne
O objeto mais caro
Se vê entre as maiores obsessões do querer,
O amor remoto fica
Cada dia mais pungente,
As palavras mais melodramáticas,
Se acirram os afetos
Mais intensos e verossímeis,
Fenecendo os cínicos
E incautos golpes de paixão lasciva,
Mesmo assim sendo,
As aparências de vontade viciada,
A mera visão,
A voz,
Um perfume,
Um cheiro,
Uma lembrança
É suficiente...
Pra resgatar o pensamento,
Por menos que se possa querer,
Mesmo assim se faz,
Assim é...
Felizmente a lembrança é doce,
O beijo ainda arde nos lábios,
A pele ainda sente a outra,
Ainda queima o corpo frio,
Ainda aquece o coração o sonho.
À distancia,
E aqui tão perto,
Tão interno,
Tão impregnado,
Tão doce...
Hj dia de perrengue, depois lembro pq
-Professora, eu posso ir???
-DEVE!!!
Olha-se
Por entre uma fresta de dúvida,
Se mergulha num mar de rancor,
Se prepondera torridez
Em abraço fraterno...
Em palavras amáveis
Vê-se luxúria e cinismo.
Que é de um amante perverso
Senão ciumento?
Antes quisesse ser
Palidamente possesso.
Mas não só há um rubro olho
De discórdia,
De patologia inimaginável,
A carga do impossível
Pesando nos ombros
De um vestígio obsessivo,
Dele morre o amor,
Melhor,
Dele se faz vítima homicida
O bem-querer e a confiança.
Quem dera em mim não fosse,
Mas um pouco,
De fato, é ...
Pouco...
Pouco...
Se tomando um caminho torto,
Se vendo um beleza intensa,
Se lembra de tempos remotos,
Uma vez mais envolto
Em simulacro se está.
Em fazendo um querer passional
Ser por amor tido;
Ou vivido em insinceridade,
Só ilusão
Aos olhos da luz se tem,
Em tornando ruína
Algo que se tem por forte,
Em tendo q lutar
Por algo que se tem há eras,
Simplesmente por não enxergar,
Ilusão:
Negra luz,
Brilho fosco,
Fogo gélido,
Definição obscura,
Idéia inútil,
Século ignoto:
(Inapto para o amor
E para o pensar),
Ilusão é o que existe
O outro não.
O ser sofisticado seria
Se a ilusão não fosse.
O ver natural seria,
Se o engano fora
Já há muito longínquo...
Só que não se vê,
Não se é;
Ou iludo-me?
Quiçá não...
Curtido sob um sol ardente,
Num lume formoso e quente
De uns suores profusos,
Um oleoso e cadente mover de peles,
De contornos;
Uma dourada complicação arquitetônica
De desejo, pureza, lascívia
Envolto num enleado aspecto
Calmo e lasso.
Dentre tudo que se vê,
Essa morena carne
É o que inspira poesia incandescente,
Plebes desesperadas,
Pretos e malandros,
Carrões e triplexes na orla,
Agita-se em tudo...
Um olha,
E nem se vê,
Nem se enxerga...
Quem diga que pudera ver-se
Não era essa
A morena verdadeira.
Louco?
Eu???
Piedade!!!...
Mas não...,
Mas não mesmo,
Quem dera...:
Louco mesmo fosse...
Forte e perene,
Uma intensidade,
Uma lembrança,
Menos q uma
reminiscência,
Mais que um átimo:
Momentos!
Leves,
E pesados;
De infinitude memorial,
Uma vasta vaga marítima
Neles, onde se revive...
Donde vertem novos tempos,
Novas visões do passado,
Novos horizontes no futuro,
Um presente distorcido para todos,
Mas único,
Uno,
Indivisível,
Perfeito
Pra quem vive,
Momentos...
Momentos,
Tempos e Antuérpia,
Historicidades sensíveis e frias,
Momentos enfim;
Ultimato de um instinto refinado,
Racional,
Emocional,
Existencial
E científico,
Ad eternum,
Ex tunc...
Se, de fato, tivesse,
Mesmo, um dia
Que escolher se amava
Ou enlouquecia,
Mesmo assim diria
Que as congruências
Das duas coisas
Não me pareciam
Como, mesmo, alternativa.
Essa ubiquidade de amor
E loucura
Sempre anuvia meu querer;
E quando razão
E louco amor
Lutam pra me tomar a vontade,
Sempre vence o que me enlouquece.
Pelo menos,
Minha razão é louca,
Meu amor, pelo menos, é louco,
E minha loucura é amorosa e racional,
Pelo menos...