quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Ciúmes

Com palavra da Anna, com ciúmes da Thay... Juízo hein Anna...

Olha-se
Por entre uma fresta de dúvida,
Se mergulha num mar de rancor,
Se prepondera torridez
Em abraço fraterno...
Em palavras amáveis
Vê-se luxúria e cinismo.

Que é de um amante perverso
Senão ciumento?
Antes quisesse ser
Palidamente possesso.

Mas não só há um rubro olho
De discórdia,
De patologia inimaginável,
A carga do impossível
Pesando nos ombros
De um vestígio obsessivo,

Dele morre o amor,
Melhor,
Dele se faz vítima homicida
O bem-querer e a confiança.

Quem dera em mim não fosse,
Mas um pouco,
De fato, é ...
Pouco...
Pouco...



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