segunda-feira, 8 de agosto de 2005

Morena

Bru de novo

Curtido sob um sol ardente,
Num lume formoso e quente
De uns suores profusos,
Um oleoso e cadente mover de peles,
De contornos;
Uma dourada complicação arquitetônica
De desejo, pureza, lascívia
Envolto num enleado aspecto
Calmo e lasso.

Dentre tudo que se vê,
Essa morena carne
É o que inspira poesia incandescente,
Plebes desesperadas,
Pretos e malandros,
Carrões e triplexes na orla,
Agita-se em tudo...

Um olha,
E nem se vê,
Nem se enxerga...
Quem diga que pudera ver-se
Não era essa
A morena verdadeira.

Louco?
Eu???
Piedade!!!...
Mas não...,
Mas não mesmo,
Quem dera...:
Louco mesmo fosse...


2 comentários:

  1. oie mike.. os 3 poemas sao lindos .. c escreve mto bem ...
    beijaoo

    ResponderExcluir
  2. Oizinho!!
    Muito lindos os 3 poemas!!!
    Você escreve benzão!!
    Parabéns!!!
    Beijãoo

    ResponderExcluir