Morena
Bru de novo
Curtido sob um sol ardente,
Num lume formoso e quente
De uns suores profusos,
Um oleoso e cadente mover de peles,
De contornos;
Uma dourada complicação arquitetônica
De desejo, pureza, lascívia
Envolto num enleado aspecto
Calmo e lasso.
Dentre tudo que se vê,
Essa morena carne
É o que inspira poesia incandescente,
Plebes desesperadas,
Pretos e malandros,
Carrões e triplexes na orla,
Agita-se em tudo...
Um olha,
E nem se vê,
Nem se enxerga...
Quem diga que pudera ver-se
Não era essa
A morena verdadeira.
Louco?
Eu???
Piedade!!!...
Mas não...,
Mas não mesmo,
Quem dera...:
Louco mesmo fosse...
2 comentários:
oie mike.. os 3 poemas sao lindos .. c escreve mto bem ...
beijaoo
Oizinho!!
Muito lindos os 3 poemas!!!
Você escreve benzão!!
Parabéns!!!
Beijãoo
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