quinta-feira, 30 de novembro de 2006

PELE

Desejo puro, no qual não cabe impureza. E se coubesse não era desejo: o meu não!


Hum... e como vem esse corpo?
E se eu nem estiver lá por completo,
Como pudéramos logo lograr
Os recôncavos lépidos da satisfação?

E se eu estiver
Como se vão os corrosivos
Lamuriosos gemidos
E sons deliciosos da tua respiração?

Eu bem sei disso tudo,
E sei saber ainda mais
Dessa tua pele loura,
Do teu trêmulo fêmur
Tocando cá o meu ilíaco
Sem pena...

Revoltosos,
Intensos,
bramindo
Em revolução.

E beijo-te delicadamente,
E sem derramar uma gota d si,
Sinto fluir e sobejar em calmaria
O que antes fulgurava tórrido
Agora tanto mais e muito lânguido,

Vim provar
Todos os seus mitos:
Seus mitológicos manejos
Dessa arte livre d amar...

Então se chega você...
Em cada espaço q você tem por me sentir
Vejo os doces gestos leves,
De quando t sinto sentir-me.
E me agrado disso:
E quero mais e mais!

E quando mais ainda sinto
É como se a loucura lúcida
Em excesso se aprofundasse
Vindo-me um terremoto de calmas,

E caminhos que já não sabia se eram possíveis,
E jamais explorados, mas tanto ameaçadores,
E vem essa adrenalina
De t sorver até o ultimo respingo,

E sem querer vou-me perdendo,
E quando mais inconsciente
Mais t vejo
E mais vejo q não és só tu,
Mas nós dois
E cada um em si,
Em um, em nós,

Não se exacerba mais nada,
Pois as fronteiras tontas já estão desqualificadas,
Rompamos todas,
E riamos,
E gozemos essa glória do extremo,
Do carinho excelso,
Da menor porção mais lancinante da nossa pele,

E então pele,
E pele,
E sangue,
E línguas e tu...

Hum... E se fizermos tudo de novo?

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

BRISA

E por tanto mais que quisera eu... quisera eu tocar-te...
E janeiros? Sempre demoram... mas chegam. E se chegam, nem digo:

Essa dualidade,
Esse mar,
Caindo o mar e o céu,
Vem a necessidade de t ver ir,

Porque já amanheceu,
E a escuridão lunar vem
E se perde
Esse íntimo momento,

Mas o sol vem,
E te levo à varanda
Pra o ver nascer...
Você se debruça,

A brisa te move os cabelos
E suavemente você leva a brisa
E traz seu sorriso d novo pra mim,
Então me vem a calmaria

E eu te olho d novo,
E a brisa me toca a face
E eu me conforto
Na tua pele doce,

Porque é doce mesmo,
Tem gosto d pele doce,
Tem gosto doce de pele,
E nenhuma pele pode ser doce como a tua...

E tenho ciúmes da brisa,
Porque a brisa vem leve,
E mal se sente,
Que pode tomar mais tua pele

Então sinto lá
Que não se tem como lutar com a brisa
E me deixo envolver nela mesmo,
Pra junto com ela te envolver muito mais,

E venço então o q mais queria...
Tocar-te em cada mínima porção que me fosse possível,
Então você já não mais se debruça,
E o sol raia o mar e reflete esse teu olhar.

E nele vejo
Que não queria olhar mais outra coisa
Que não o teu olhar,
Mas então vem teu beijo!

E teu beijo então tira do podium o olhar...
E vem teu abraço e teu beijo,
E não há mais quem vença
Porque estou vencido,

E mortificado e torpe,
E enleado...
E iluminado...
E a brisa se vai;

E você se foi...
Mas volta hoje, volta hoje ainda...
Vou esperar também
A brisa para te encontrar

VENTO

E como se parecesse mesmo inestático, o movimento doce... E nela também!


Caindo pelos montes umbralmente,
Como se entojando fossem as matas
E como que nada mais se devesse conter,
Calmamente vem vento.

E vindo vento
Não se achega tanto,
Soprando a face,
Envolvendo a pele coberta de pele;

Como se sem sentido,
O tato do vento...
O toque dele na mais sutil pele,
Pêlos e pomos!

Recaindo nas montanhas,
Movendo as nuvens cálidas,
Como se parecesse o baluarte da inconstância
A doce inconstância inexplicável

E irrenunciável de se viver em progressão
Leve, em leveza...
Como nada mais fosse soprado,
Vem por si o vendo,

E vendo o vento,
Ele nem se pode dar preço,
Pois nem haveria alma capitalista
Que me dissesse o vendo,

Eu não quero mesmo
Nunca ver quem venda o vento.
Não o vento ventilado, o refrigerado,
Mas esse que bate na minha varanda!
Que não bate em mais nenhuma!


E me faz sentir:
Vivo estou em vento,
E vindo ele, vai-se o que não ficou,
Volta o que ainda não chega.

E me basta a pele,
O vento e o sol,
Que não sabem pra que são,
Nem cá mesmo serão presos,

Porque o vento não se prende em palavra...
Nem em poesia...
Mas o vento aprisionou minha poesia
E a fez voar com ele,

Aos ventos pra onde eu não mais a vejo,
Mas espero q seja também
Vento aí em ti que lê...
Vento, vento... foi-se

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Escrevendo Projeto Monogr�fico. Posted by Picasa

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Memorable Quote from "V for Vendetta"

Good evening, London.

Allow me first to apologize for this interruption.

I do, like many of you, appreciate the comforts of every day routine- the security of the familiar, the tranquility of repetition.

I enjoy them as much as any bloke. But in the spirit of commemoration, thereby those important events of the past usually associated with someone's death or the end of some awful bloody struggle, a celebration of a nice holiday, I thought we could mark this November the 5th, a day that is sadly no longer remembered, by taking some time out of our daily lives to sit down and have a little chat.

There are of course those who do not want us to speak. I suspect even now, orders are being shouted into telephones, and men with guns will soon be on their way.

Why? Because while the truncheon may be used in lieu of conversation, words will always retain their power. Words offer the means to meaning, and for those who will listen, the enunciation of truth. And the truth is, there is something terribly wrong with this country, isn't there?

Cruelty and injustice, intolerance and oppression. And where once you had the freedom to object, to think and speak as you saw fit, you now have censors and systems of surveillance coercing your conformity and soliciting your submission.

How did this happen? Who's to blame? Well certainly there are those more responsible than others, and they will be held accountable, but again truth be told, if you're looking for the guilty, you need only look into a mirror.

I know why you did it. I know you were afraid. Who wouldn't be? War, terror, disease. There were a myriad of problems which conspired to corrupt your reason and rob you of your common sense. Fear got the best of you, and in your panic you turned to the now high chancellor, Adam Sutler.

He promised you order, he promised you peace, and all he demanded in return was your silent, obedient consent. Last night I sought to end that silence.

Last night I destroyed the Old Bailey, to remind this country of what it has forgotten. More than four hundred years ago a great citizen wished to embed the fifth of November forever in our memory. His hope was to remind the world that fairness, justice, and freedom are more than words, they are perspectives.

So if you've seen nothing, if the crimes of this government remain unknown to you then I would suggest you allow the fifth of November to pass unmarked. But if you see what I see, if you feel as I feel, and if you would seek as I seek, then I ask you to stand beside me one year from tonight, outside the gates of Parliament, and together we shall give them a fifth of November that shall never, ever be forgot.