Tempo dançando,
Em minha frente,
Como numa fonte de gelo:
Um lago...
E a neve,
Ao que parece quente!
E nessa visão cinemática
Quem vem?
A doce imagem,
O doce flerte,
A leveza,
O sorriso,
A doçura,
Em meio a tanta neve
Que parece ser açúcar
(entorna do teu sorriso, certamente),
Nessa nórdica miragem,
Recaem-me todos
Os novos desejos lépidos,
E romance distante...
Parece que se vive
Numa tonteira doce e lenta,
Como que selada
Num beijo.
Eu desejo mais...
Que uma palavra,
Mais que um ritmo...
Talvez uma sinfonia...
Por mais que eu tenha a ilusão
Dos índices glicêmicos
Estratosfericamente perigosos,
Prefiro o risco da tua doçura.
Que é antes
Como um bálsamo
No meu pensamento
Ferido por loucura,
E é até como se eu não pudesse
Se não fosse por isso:
Por te manter doce,
E docemente me aquecendo.
E como se pode realizar
Uma pintura tão fantástica e quimérica?
É ainda assim menos assombroso
Que o medo aterrador de um dia perder essa doçura
Encerrada no teu sorriso doce
E não ter por onde mais
Sorver esse néctar quente
Que vem disso q se chama você.
E me findo em lisonjas,
Corrôo-me em olhares bobos.
E é doce.
È mais doce que antes...
RUDE. Revoltado. Lento. Armistício. Maleável. Manipulado. Independente. Anti. Verde. Parado. Estático. Elétrico. Eletrostático. Tático. Dínamo. Dinâmico.
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
Doçura
E então, quando se pode dizer sobre um personagem nórdico? Acho que agora.
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