quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Doçura

E então, quando se pode dizer sobre um personagem nórdico? Acho que agora.

Tempo dançando,
Em minha frente,
Como numa fonte de gelo:
Um lago...

E a neve,
Ao que parece quente!
E nessa visão cinemática
Quem vem?

A doce imagem,
O doce flerte,
A leveza,
O sorriso,

A doçura,
Em meio a tanta neve
Que parece ser açúcar
(entorna do teu sorriso, certamente),

Nessa nórdica miragem,
Recaem-me todos
Os novos desejos lépidos,
E romance distante...

Parece que se vive
Numa tonteira doce e lenta,
Como que selada
Num beijo.

Eu desejo mais...
Que uma palavra,
Mais que um ritmo...
Talvez uma sinfonia...

Por mais que eu tenha a ilusão
Dos índices glicêmicos
Estratosfericamente perigosos,
Prefiro o risco da tua doçura.

Que é antes
Como um bálsamo
No meu pensamento
Ferido por loucura,

E é até como se eu não pudesse
Se não fosse por isso:
Por te manter doce,
E docemente me aquecendo.

E como se pode realizar
Uma pintura tão fantástica e quimérica?
É ainda assim menos assombroso
Que o medo aterrador de um dia perder essa doçura

Encerrada no teu sorriso doce
E não ter por onde mais
Sorver esse néctar quente
Que vem disso q se chama você.

E me findo em lisonjas,
Corrôo-me em olhares bobos.
E é doce.
È mais doce que antes...

Nenhum comentário:

Postar um comentário