sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Saudade

E então?
De onde surgem esses anseios?
Disse-se, que mesmo aqui,
São conectivos os sentimentos,

E então se conectivos,
Parecem conectados?
E se conectados,
Será que há compatibilidades singulares?

E se compatíveis,
Será que duráveis?
E se singulares,
Será que longas e permanentes?

E se duráveis,
Será que quando deixarem
De ser permanentes,
E forem já intermitentes–
Pelas longas demoras do destino–,
Será que a saudade
Ainda mantêm os anseios?

Parece que nunca houve
Tempo nem distância;
E que é um fenômeno improrrogável
Essa falta que algo...
Que não se vê se faz,

Não como nostalgia
Nem como loucura possessiva,
Nem como diacrônica melancolia pérfida...
E essa falta é a falta de você!

E ainda que eu nunca
Tenha-te visto,
Parece que eu mesmo sinto
O toque suave da conectividade

Longa e distante;
E desconcentra-se do foco
Da vida atual: e se tem saudade,
E se tem saudade,

E se lembram os anseios,
E se lembras os momentos,
E se lembram os monumentos abismais,
Os segredos abissais,

As emanações lúbricas e gélidas
Que cortavam em arrepio a alma,
Agora serão anseios
Mantidos pela saudade.

Que é a conectividade compatível singular durável,
Permanente,
Ainda q intermitente, de uma longa e longa
Loucura de amar!

Um comentário:

  1. A saudade é uma coisa muito boa
    que ficou no passado ou na distância
    e está ligada a nós pelo fio invisível da lembrança.
    Saudade? é o que sinto de ti!

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