Por longe se caem os dois,
Dois olhos de cada lado,
No meio:
A mais distante coisa!
(Que se pode ver).
Talvez, nem mesmo eles vejam.
Mas esta lá:
A barreira!,
Que um olhar,
Nem assim,
Pôde quebrar,
E assim eles se vêem:
Um do lado de cá...
E a outra de lá.
Tentando olhar...
Por um olhar,
Como se faz
O que não se vê sumir
E chegar-se esse olhar
Próximo daquele,
E entre eles:
Que se fechem os olhares
E tomem lugar,
Nessa proximidade,
Uns e outros afetos próximos.

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