Caindo pelos montes umbralmente,
Como se entojando fossem as matas
E como que nada mais se devesse conter,
Calmamente vem vento.
E vindo vento
Não se achega tanto,
Soprando a face,
Envolvendo a pele coberta de pele;
Como se sem sentido,
O tato do vento...
O toque dele na mais sutil pele,
Pêlos e pomos!
Recaindo nas montanhas,
Movendo as nuvens cálidas,
Como se parecesse o baluarte da inconstância
A doce inconstância inexplicável
E irrenunciável de se viver em progressão
Leve, em leveza...
Como nada mais fosse soprado,
Vem por si o vendo,
E vendo o vento,
Ele nem se pode dar preço,
Pois nem haveria alma capitalista
Que me dissesse o vendo,
Eu não quero mesmo
Nunca ver quem venda o vento.
Não o vento ventilado, o refrigerado,
Mas esse que bate na minha varanda!
Que não bate em mais nenhuma!
E me faz sentir:
Vivo estou em vento,
E vindo ele, vai-se o que não ficou,
Volta o que ainda não chega.
E me basta a pele,
O vento e o sol,
Que não sabem pra que são,
Nem cá mesmo serão presos,
Porque o vento não se prende em palavra...
Nem em poesia...
Mas o vento aprisionou minha poesia
E a fez voar com ele,
Aos ventos pra onde eu não mais a vejo,
Mas espero q seja também
Vento aí em ti que lê...
Vento, vento... foi-se
RUDE. Revoltado. Lento. Armistício. Maleável. Manipulado. Independente. Anti. Verde. Parado. Estático. Elétrico. Eletrostático. Tático. Dínamo. Dinâmico.
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
VENTO
E como se parecesse mesmo inestático, o movimento doce... E nela também!
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Um comentário:
vento, vento,
que esse vento te traga até mim!
bjos guri
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