Ontem eu fui comprar uma armação de óculos nova pra mim, porque a minha tá uma porcaria quebrada: o nylon que prendia a porcaria da lente soltou e eu tive que improvisar um entortamento científico no aro direito superior para que eu pudesse fisicamente conseguir usar meus óculos sem ter que segurar a lente manualmente, felizmente funcionou. Meu medo é que isso estrague meus olhinhos hahaha.
Mas voltando ao assunto de armação nova aí está ela: uma nova face para Michael Jangada.

Eu entrando nessa onda de metrossexual (putz-que viadagem essa história, mas eu me garanto), ouvi que ela mescla duas tendências, a primeira clássica referente a armação dourada que abrange hastes e corpo, e a segunda uma moderna, quer dizer essa moda de novela das oito com o Dirceu de Castro da novela das oito, que é o aro mais escuro discreto.
E eu nem acreditei na conversa doida que tive ontem também com um flanelinha, isso mesmo um flanelinha. Tava eu lá estacionando o carro pra ir a ótica quando de repente detrás de un arbol se aparezce él, o flanelinha, que depois eu saberia se chamar pela alcunha de NEGÃO, que de "ÃO" nada tinha, um magrelin seco, que depois conto direito como se fez nossa amizade.
Deve ter sido esse sorriso aí abaixo q fez que eu O Eremita parecesse um pouco menos cadavericamente antisocial (anti-social?). Sem mais o sorriso:
Bom de qualquer forma após ter descido do carro sem trocar palavra com o referido flanelinha fomos eu minha mãe, minha irmã Naigler (que também tem um desses blogs), minha tia e a amiga da Naigler: Juliana, todos em comboio a ótica que fica muito, muito próxima a uma capela de velório de gente sem condições socias... pobre, ou seja ralé rs... de onde eu não me excluo dado que rico monetariamente falando, só é quem pode comprar tudo que deseja e que tenha valor econômico - eu estou muito longe disso -;
De forma que criava-se assim uma certa atmosfera sinistra no lugar, mas nada que me tirasse o amor pela minha nova armação que tinha eu já visto anteriormente na sexta-feira e me apaixonado instantaneamente por ela (ou por mim usando ela? - a usando?), e que fosse minorar minha vã aspiração pela estética aparente frívola de ser ainda mais garboso e Don Juan (titulo conquistado devido a facilidade que tem esse autor em encantar e a dificuldade de enteder porque não me conservar encantado), de forma que ela foi comprada, coisa que eu pensei que não aconteceria devido a um monte de fatos e situações que não tenho vontade de aqui recitar e escrever, menos por falta de tempo que de vontade mesmo, mas dito isso eu tão logo resolvido o problema da armação que nao-tem-lente-mas-vai-ter-logo-só-achar-uma-promoção eu voltei para o carro para abrir os vidros.
Isso mesmo abrir os vidros, porque os passarinhos do meu primo estavam lá no porta malas e podiam morrer sufocados ou de calor, o que seria para ele um prejuízo imenso já que eles tem um valor fora do normal. Dessa forma, fui lá ao carro abrir um pouco o porta malas enquanto o povo tava lá ainda na ótica ou sei lá onde, talvez numa farmácia, e lá fiquei só.
Isso mesmo abrir os vidros, porque os passarinhos do meu primo estavam lá no porta malas e podiam morrer sufocados ou de calor, o que seria para ele um prejuízo imenso já que eles tem um valor fora do normal. Dessa forma, fui lá ao carro abrir um pouco o porta malas enquanto o povo tava lá ainda na ótica ou sei lá onde, talvez numa farmácia, e lá fiquei só.
(a próxima frase pode ser lida com voz do locutor de produtos das Organizações Tabajara)
Mas não por muito tempo. Lá estava o flanelinha que me abordou de forma despretenciosa e me contou histórias de seu trabalho, e de fato fez um tal trabalho de convecimento comigo, que ainda agora tenho de rever minhas idéias sobre flanenhinhas que não valem nada (palavras do próprio Negão).
Que disse "Não é porque eu so flanelinha não, mas passarinhero e flanelinha é uma raça que não vale nada, eu por exemplo so ignorante, mas num sô burro, se o pessoal não dexa um real comigo eu num fico bolado não, porque ele pode voltar. Mas uma vez o Via Show eu vi o cara só porque não tinha ganhado um real, baixar os quatro pneus do cara e meter a faca ainda por cima".
E assim por psicologia reversa ou coisa do gênero, talvez por ele ser um gênio da psicologia fazendo pesquisa de campo eu fui subjugado por ele, e dei-lhe um real quando da minha volta pra casa (que também não foi volta pra casa, porque fomos a outra ótica mais perto de casa) , e ainda autorizei que ele me chamasse de amigo para minhas companheiras de aventura.
P.S.: A última foto não tem nada a ver com o post, mas foi um modo de perceber as nuances do novo óculos, isto é fazendo pose de canastrão, sorrindo e com cara "O Grinch".

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