domingo, 20 de março de 2005

Amor

DE amor que eu não conheço, mas digo sobre ele...
Amor renomado e mero,
Centelha de vulgar incontinência
E polida loucura,

Em outro lugar distante,
Deva ele ser racional
Onde o que os seduzidos
São tanto quanto sedutores
De seus algozes,

Sem um cupido,
Nem Eros,
Nem Afrodite.

Ou que mesmo lá
Onde eles estejam,
Com eles,
Ele seja cognoscível...

E tão lindo,
Como nesse instinto
Rasgado e incauto.
Que em um mundo
De fato ligeiro possa ele,
O amor ser perene.

E loucamente,
Inconseqüentemente,
Inseguramente,
Imperfeito,
Mas longo...

E recorrente
Sem palavras,
Com muito gesto
Sem muito fato,
Com muito beijo
E que longos sejam também...



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