Por saudade que só há nessa gíria romântica, a paradoxal.
Não quer mesmo,
Nem um dia q seja,
Estar sem saudade no peito...
Já que nunca se pode
Estar perto de todas as coisas amadas;
Ou amar todas
As que situam seu bem-querer ao lado.
Saudade mais,
Mesmo que tudo,
É modo de horizonte
Do bem-quisto,
Distante, utópico...
E, plenamente, quase insano;
Saudade de tudo.
Aquilo que no coração se acalenta
Com um cantar perene...
De nostalgia e alegria;
Pelas primaveras cálidas
Que se passam,
E deixam a marca funda.
No fundo.
Das fendas frontais do coração.
Acariciando o hipotálamo
Com umas boas imagens,
E afãs impetuosos:
Intempestivos e premeditados.
Todos eles assim
Em cima da dor da distância,
Ao lado do amor;
E do não saber
Quando se tem de novo,
Mas quando se sabe
Poder logo ter,
Se faz regozijo inexpiável.
Essa é a saudade.
E chega dela!
Porque é bom demais
Sentir saudade
Do que está ao lado.
Dentro de si

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